ATA Nº 4/COL CG CBLL LS/UFFS/2026
Aos dezesseis dias do mês de junho do ano de dois mil e vinte e seis, às nove horas, na sala cento e vinte e sete do Bloco Docente/Administrativo, da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Laranjeiras do Sul, reuniram-se os integrantes do Colegiado do Curso de Graduação em Ciências Biológicas - Licenciatura para a quarta reunião ordinária, presidida pelo coordenador adjunto do curso, professor Gian Machado de Castro. Fizeram-se presentes os docentes Ana Paola Sganderla, Ricardo Key Yamazaki e Yasmine Miguel Serafini Micheletto, bem como o discente Luan Henrique Delera e a representante dos técnicos administrativos em educação, Daniele Guerra da Silva. Participaram como convidados os servidores do Setor de Acessibilidade, Cristian Ricardo de Oliveira Castro Pazini e Fernanda Natali Demichelli. Justificou a ausência a coordenadora do curso, professora Silvia Romão. Iniciada a reunião, passou-se, de imediato, aos informes. 1. Informes: 1.1 Afastamento docente: o presidente informou que será iniciado o processo de planejamento para afastamento para capacitação docente referente ao biênio 2027-2028. 1.2 Monitorias: o presidente informou que todos os projetos de monitoria submetidos foram aprovados e que o processo encontra-se na fase de seleção de monitores. Em seguida, passou-se à Ordem do Dia. 2 Ordem do dia: 2.1 Aprovação de ata da 3ª Reunião Ordinária de 2026: o presidente solicitou correções de erros de digitação na ata e, posteriormente, colocou-a em apreciação. A Ata nº 03/CCCBL-LS/UFFS/2026, referente à 3ª Reunião Ordinária de 2026, foi aprovada pelos membros do colegiado, por unanimidade e sem objeções. 2.2 Apresentação do Setor de Acessibilidade e discussão sobre planos de adaptação e atendimento aos alunos: 2.2.1 Contextualização: O presidente comentou que, nas últimas reuniões, ocorreu uma extensa discussão sobre os planos de adaptação individual, que devem ser elaborados pelos docentes para atendimento de alunos com necessidades específicas. Relatou que vários docentes compartilharam experiências já vivenciadas e outras em andamento e que, ainda assim, persistem diversas dúvidas, dentre elas as consequências do eventual não cumprimento do plano de adaptação, bem como o apoio com que os docentes podem contar para sua elaboração. Nesse sentido, o colegiado decidiu convidar o Setor de Acessibilidade, representado nesta reunião pelos servidores Cristian e Fernanda, para tratar do tema. 2.2.2 Discussões: Aberta a discussão, o professor Ricardo relatou que, dependendo da situação, é fácil elaborar a adaptação; porém, em outros casos, o processo é mais complexo. Relatou também que os docentes receberam e-mail informando sobre a situação e orientando que conversassem com o aluno. No entanto, ponderou que, ao conversar com o estudante, este tende a apresentar seu próprio ponto de vista, geralmente optando pela alternativa que lhe seja mais cômoda, mesmo tendo condições de realizar as atividades de outra forma. Assim, destacou que nem sempre os pedidos vêm acompanhados de laudos específicos, que possibilitem melhor acompanhamento do aluno. Dessa forma, considerou que o ideal seria que a instituição dispusesse de outros instrumentos de avaliação, como laudos detalhados, históricos e demais registros, para subsidiar a definição das melhores estratégias de aprendizagem. O técnico Cristian ressaltou que, no caso do aluno do curso de Ciências Biológicas, há apenas um laudo mais genérico, situação semelhante à da maioria dos casos. Citou um caso em que a mãe do aluno apresentou laudo detalhado e todo o histórico de acompanhamento realizado durante a educação básica, o que facilitou o atendimento. Contudo, observou que se trata de uma situação excepcional. Na maior parte dos casos, a equipe vai conhecendo o aluno ao longo do tempo e identificando estratégias de trabalho, sendo que cada caso apresenta particularidades e o setor também não dispõe de mais informações. Fernanda informou que a equipe do Setor de Acessibilidade do campus é composta apenas por dois servidores. Quando um aluno solicita atendimento, procuram inteirar-se sobre o caso, mas reconhecem suas limitações. Destacou que o ideal seria contar com um professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE). O professor Ricardo questionou se essa demanda por contratação de profissional especializado já havia sido apresentada, ao menos para disponibilizar um profissional na instituição, uma vez que as discussões realizadas no colegiado indicaram a necessidade de um profissional capacitado para avaliação dos casos. Fernanda respondeu que a demanda já foi encaminhada ao Núcleo de Acessibilidade, que entendeu não haver necessidade da contratação. Informou ainda que, em alguns casos, há monitores que acompanham os alunos. Foi mencionada a construção da Política de Acessibilidade e comentadas experiências de outras universidades sobre o tema. O professor Gian relatou um caso prático em que a principal adaptação consistiu em dedicar mais tempo à correção das provas juntamente com o aluno, a fim de compreender o raciocínio utilizado. No entanto, destacou que essa prática ocorreu de forma intuitiva, em razão da falta de apoio ao docente para compreender as melhores estratégias de ensino para cada necessidade. Cristian concordou que o processo é, em grande medida, intuitivo, relatando que a equipe busca pesquisar quando surge um caso novo e encaminhá-lo ao psicólogo para conversar. Fernanda complementou que o psicólogo do campus pode auxiliar apenas na parte emocional dos alunos, não sendo responsável pela emissão de laudos. Ricardo citou o exemplo das escolas estaduais, nas quais há professores que acompanham alunos com necessidades específicas. A professora Ana Paola complementou que, nas escolas, existe o segundo professor, sendo que profissionais de AEE acompanham os estudantes, conforme a necessidade. Ressaltou que todos os alunos com laudo e/ou com altas habilidades têm direito ao atendimento especializado na educação básica. Também foi comentado sobre as legislações que amparam as universidades. A professora Ana Paola frisou que houve mudanças na legislação e citou casos de judicialização. Ricardo observou que a maioria dos professores não teve formação voltada à educação especial durante a graduação. O professor Gian relatou que já participou de algumas formações, mas que estas se concentraram em conscientização, sensibilização e noções gerais sobre o tema, sendo insuficientes para a prática docente, razão pela qual considera necessária uma formação mais técnica. Em seguida, discutiu-se especificamente o caso de um aluno do curso. Cristian reforçou que o setor se coloca à disposição para atendimento semanal, mas informou que o estudante em questão procurou pouco o setor. Os professores comentaram que o aluno tem conseguido acompanhar satisfatoriamente as aulas. Também foi comentado o papel do Orientador, disponível no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), que terá a função de acompanhamento dos alunos, bem como foram discutidas as funcionalidades do sistema. O professor Ricardo questionou qual é a responsabilidade do docente em casos de reprovação de alunos que possuem planos de adaptação, considerando que os professores não possuem preparo específico para elaborar a melhor adaptação para cada estudante. Cristian frisou que o plano de adaptação formaliza as ações realizadas em favor do aluno que possui diagnóstico, buscando possibilitar o acompanhamento das aulas e melhor aproveitamento dos estudos. Entretanto, destacou que a existência de uma necessidade específica não impede a ocorrência de reprovação. Foi ressaltada a importância de o professor realizar uma avaliação do aluno ao final do componente curricular. Fernanda comentou que o Setor de Acessibilidade realiza entrevistas, mas não pode exigir a apresentação de laudo. Informou que até mesmo estudantes sem laudo, que se autodeclarem como necessitando de atendimento, podem solicitar acompanhamento do setor. Entretanto, destacou que a equipe sempre orienta os estudantes a apresentarem laudos, pois estes auxiliam na elaboração das adaptações. De toda forma, frisou-se que as informações de que o setor dispõe para encaminhamento aos docentes, visando à elaboração dos planos de adaptação, podem ser bastante limitadas. 2.2.3 Sugestões: Foi sugerido que a coordenação acadêmica promova um curso de formação para os professores voltado a essa temática. Também foi sugerida a elaboração de um documento do colegiado indicando a necessidade de contratação de profissionais especializados, como professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e psicólogo com atuação voltada às demandas de aprendizagem. Sugeriu-se a elaboração de um tutorial para os professores contendo informações básicas, como definição de Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), vídeos e outros materiais de apoio, de forma mais detalhada do que o material atualmente disponível. Também foi sugerido o desenvolvimento de um fluxo de trabalho, com extensão dos convites aos professores colaboradores e participação do Setor de Acessibilidade, para orientação, compartilhamento de experiências e discussão de estratégias que permitam melhor adaptação dos planos aos estudantes. Foi sugerida a realização de reuniões com os professores que ministrarão aulas ao estudante do curso nos semestres seguintes, para repasse do histórico e dos planos de adaptação, de modo que o acompanhamento deixe de ser individual e passe a ser coletivo, considerando as experiências positivas já vivenciadas. Também foi sugerida a elaboração de um plano geral do colegiado para atendimento de estudantes com necessidades específicas. Quando um estudante com necessidades especiais ingressar no curso, deverá haver diálogo entre o Setor de Acessibilidade, psicólogo, professores da área e o próprio estudante, visando identificar as adaptações mais adequadas. Sugeriu-se ainda a criação de um fluxo interno do curso para registro, documentação e repasse das ações realizadas aos demais docentes que venham a ministrar aulas ao estudante. Também foi sugerido o registro de observações no diário de classe da turma. Foi proposta a criação de uma tabela e de uma pasta em drive compartilhado para armazenamento dos planos de adaptação e dos pareceres finais de cada disciplina ao término do semestre. Esse material deverá ser disponibilizado aos docentes que atuarão com o estudante nos semestres seguintes, possibilitando o acompanhamento contínuo. Por fim, foi proposto o encaminhamento, como ponto de pauta da próxima reunião, da discussão sobre a elaboração de um plano de adaptação do colegiado, com o objetivo de orientar todos os professores ao longo das diferentes fases do curso. Sugeriu-se, ainda, que ao final de cada semestre o professor elabore um parecer de acompanhamento para compor o histórico do estudante e subsidiar o acompanhamento nas fases subsequentes. 2.2.4 Encaminhamento: Ficou definido que será encaminhada, como ponto de pauta da próxima reunião, a discussão das sugestões apresentadas, visando ao amadurecimento das ideias e à elaboração de um fluxo de atendimento às demandas de acessibilidade dos estudantes do curso. O coordenador adjunto agradeceu a participação dos convidados Cristian e Fernanda, que deixaram a reunião às dez horas e vinte e nove minutos. 2.3 Solicitação de aproveitamento de curso: o presidente apresentou a solicitações de aproveitamento da carga horária do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) para fins de cômputo em carga horária de estágios, conforme segue: a) da aluna Emanuele de Almeida, para o componente curricular GCH1276 - Estágio curricular III; e b) da aluna Benilda Josefi para os componentes curriculares GCH1273 - Estágio curricular II e GCH1276 - Estágio curricular III. Após análise da documentação e em atendimento aos critérios estabelecidos pela Instrução Normativa nº 11/PROGRAD/UFFS/2024, o colegiado aprovou as solicitações de aproveitamento. 2.4 Solicitação de cancelamento de disciplina: o coordenador adjunto informou que a professora Claudia Giongo solicitou o cancelamento da turma 01, referente ao semestre 2026.1, do componente curricular GCH1274 - Práticas como componente curricular V. A docente justificou que a turma contava com apenas uma estudante matriculada, a qual não frequentou as aulas e, por isso, chegaram ao entendimento de que cancelar a turma seria a melhor alternativa. Em apreciação, após análise e debate, o colegiado aprovou o cancelamento da turma. Não havendo mais nada a tratar, às dez horas e quarenta e quatro minutos, foi encerrada a reunião, e eu, Diana Baldin, Assistente em Administração da Secretaria Geral de Cursos do Campus Laranjeiras do Sul, lavrei essa Ata que, após aprovada, será inserida no SIPAC e assinada digitalmente por mim e pelo Coordenador Adjunto de Curso, professor Gian Machado de Castro, na condição de presidente.
Diana Baldin
Gian Machado de Castro
Data do ato: Laranjeiras do Sul-PR, 16 de junho de 2026.
Data de publicação: 06 de outubro de 2026.
Sílvia Romão
Presidente do Colegiado do Curso de Graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura) do Campus Laranjeiras do Sul (emec 1455377)