RESOLUÇÃO Nº 34/CG PDGL CH/UFFS/2026
A Coordenação do Curso de Graduação em Pedagogia do Campus Chapecó, da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, no uso de suas atribuições legais, considerando a decisão do colegiado do curso, registrada ATA Nº 02/CCLP/UFFS/2026 de 16 de abril de 2026,
RESOLVE:
Art. 1º Incluir os Componentes Curriculares Sexualidade e educação na infância e Ensino de Ciências por investigação: organização do trabalho pedagógico, no rol de CCRs optativos da Estrutura Curricular 2018, do Curso de Pedagogia, conforme quadro de ementário abaixo:
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Código |
COMPONENTE CURRICULAR |
Créditos |
Horas |
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GCH2281 |
SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO NA INFÂNCIA |
04 |
60h |
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EMENTA |
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A sexualidade como construção histórica, científica, social e cultural. As manifestações da sexualidade na infância. O desenvolvimento psicossexual e as curiosidades cotidianas das crianças. Diversidade sexual e de gênero, respeito às diferenças e o reconhecimento da criança como um sujeito de direitos. Estudo e planejamento de ações e materiais didáticos lúdicos e cientificamente embasados, capazes de subsidiar a mediação docente diante das manifestações da sexualidade infantil no ambiente escolar. |
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OBJETIVO |
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Fundamentar a práxis pedagógica por meio de uma abordagem crítica da sexualidade infantil, a fim de que as/os docentes possam mediar as manifestações da sexualidade infantil no cotidiano escolar, desenvolvendo práticas educativas emancipatórias, pautadas na ética, no conhecimento científico e no respeito à diversidade, promovendo a convivência e o desenvolvimento infantil saudável. |
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REFERÊNCIAS BÁSICAS |
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BEDIN, R. C.; MUZZETI, L. R.; RIBEIRO, P. R. M. A institucionalização do conhecimento sexual no Brasil: sexologia e educação sexual no século XIX aos nossos dias. Revista Humanidades e Inovação. Edição Especial: Educação sexual e sexualidade: desafios, modos de existência, saberes e linguagens. V. 7, No. 27, 2021. BORGES, M. C.; BOCCHI, A. F. A. A sexualidade infantil em questão: processos de significação para a criança de seu corpo. Revista Humanidades e Inovação. Edição Especial: Educação sexual e sexualidade: desafios, modos de existência, saberes e linguagens. V. 7, No. 27, 2021. FIGUEIRÓ, M. N. D. Formação de educadores sexuais: adiar não é mais possível. 2. ed. Londrina: Eduel, 2006. FURLANI, J. Educação Sexual na Sala de Aula: relações de gênero, orientação sexual e igualdade de direitos. Autêntica, 2011. SILVA, C. R.; BORTOLOZZI, A. C.; CABRAL, L. C. A. Sexualidade infantil e a formação de professores (as) no Brasil. In: Rev. Fac. Educ. Universidade do Estado de Mato Grosso. Vol. 36, Ano 20, No. 2, jul/dez 2021. |
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REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES |
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CÉSAR, M. R. A. Lugar de Sexo é na Escola? Sexo, Sexualidade e Educação sexual. In: Sexualidade: Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Diversidades. Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual. Curitiba: SEED – Pr., 2009. GAGLIOTTO, G. M. A educação sexual na escola e a pedagogia da infância: matrizes institucionais, disposições culturais, potencialidade e perspectivas emancipatórias. Campinas, SP: Universidade Estadual de Campinas, 2009. 257p. (Tese). FURLANI, J. Educação Sexual – quando a articulação de múltiplos discursos possibilita sua inclusão curricular. Perspectiva, Florianópolis, v.26, n.1, jan./jun, 2008. In. MAIO, Eliane Rose. Formação de professores/as para a abordagem da educação sexual na escola. Espaço Plural, Ano XIII, Nº 26, 1º Semestre 2012. MAIA, A. C. B.; RIBEIRO, P. R. M. Educação Sexual: princípios para ação. Doxa. Revista Paulista de Psicologia e Educação, 15, 41-51, 2011. MAGALHÃES, J. C. (Org.). Debates contemporâneos sobre educação para a sexualidade. Rio Grande: Ed. da FURG, 2017. RIBEIRO, M. Menino brinca de boneca? 2. ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 2011. (Literatura Infantil/Pedagógica). SANTOS, L. H. S. Incorporando outras representações culturais de corpo na sala de aula. In: OLIVEIRA, D. L. (org.) Ciências nas salas de aula. Porto Alegre: Mediação. 1997. SANTOS, L. H. S. O corpo que pulsa na escola e fora dela. In: RIBEIRO, Regina Costa (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: discutindo práticas educativas: Rio Grande: Editora FURG, 2007. |
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Código |
COMPONENTE CURRICULAR |
Créditos |
Horas |
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GCH2282 |
ENSINO DE CIÊNCIAS POR INVESTIGAÇÃO: ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO |
04 |
60h |
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EMENTA |
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Problematização sobre a natureza da ciência e as crenças pedagógicas. A investigação sobre o mundo natural e social da criança e suas interfaces com a educação científica. Os múltiplos espaços educadores, na cidade e no campo. Proposição e aplicação de sequências de ensino investigativo. Produção e análise crítica de materiais didáticos orientados pelos princípios da transposição didática e do ensino por investigação, com vistas à alfabetização científica e tecnológica desde a infância. |
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OBJETIVO |
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Oferecer subsídios teórico-metodológicos para que as/os licenciandos organizem o trabalho pedagógico em Ciências sob a perspectiva do ensino por investigação, tornando as aulas um laboratório de ideias, onde a problematização e a dúvida orientam o trabalho pedagógico, promovendo protagonismo estudantil, dentro e fora da escola, suas habilidades de pensamento crítico e sistematização de ideias, desenvolvimento da argumentação e a resolução de problemas relevantes em seu cotidiano. |
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REFERÊNCIAS BÁSICAS |
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CARVALHO, A. M. P. (Org.). Ensino de Ciências por Investigação: Condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2013. CACHAPUZ, A. et al. A necessária renovação do ensino das ciências. São Paulo: Cortez, 2005. KRASILCHIK, M.; MARANDINO, M. Ensino de Ciências e Cidadania. São Paulo: Moderna, 2004. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. SASSERON, Lúcia Helena. Ensino de ciências por investigação e o desenvolvimento de práticas: uma mirada para a base nacional comum curricular. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 18, n. 3, p. 1061-1085, 2018. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. O projeto "Mão na Massa" e a educação científica. In: Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS. O ensino de ciências e o projeto ABC na mão na massa. São Paulo: USP; Rio de Janeiro: ABC, 2005. |
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REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES |
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CARVALHO, A. M. P. Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino por Investigação. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 18, n. 3, p. 765-794, 2018. SEDANO, L; CARVALHO, A. M. P. Ensino de ciências por investigação: oportunidades de interação social e sua importância para a construção da autonomia moral. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, v. 10, n. 1, p. 199-220, 2017. MORAES, T. S. V.; ZIBORDI, M. I. Educação Infantil e Ciências da Natureza: iniciação à investigação científica. Dialogia, São Paulo, n. 43, p. 1-16, e23887, 2023. LIMA, M. E. C. C. (Orgs.). Ciências na educação infantil: saberes e práticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. ZANCUL, M. C. S. O ensino de ciências na educação infantil. In: CARVALHO, A. M. P. (Org.). Ciências no ensino fundamental: o conhecimento físico. São Paulo: Scipione, 1998. VARGAS, V. B. et al. (Org.). Ciência na Escola Básica: Atividades práticas para a Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Lajeado: Editora Univates, 2023. VIVEIRO, A. A.; MEGID N. J. (Orgs.). Ensino de Ciências para Crianças: fundamentos, práticas e formação de professores. Itapetininga: Edições Hipótese, 2020. MASQUIO, V. S.; SANTOS, M. C. F. Atividades práticas no ensino de ciências: leituras e propostas pedagógicas colaborativas. (Produto Educacional do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências - ProfCiências). 2018. Disponível em repositórios acadêmicos (EduCAPES). |
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Art. 2º Esta Resolução entra em vigor em 04 de maio de 2026.
Data do ato: Chapecó-SC, 16 de abril de 2026.
Data de publicação: 27 de abril de 2026.
Katia Aparecida Seganfredo
Coordenadora do Curso de Graduação em Pedagogia (Licenciatura) do Campus Chapecó (emec 5000402)